Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

FELIZ DIA DOS NAMORADOS E BOM FIM DE SEMANA.

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 DESEJO UM FELIZ FIM-DE-SEMANA  E UM EXCELENTE DIA-DOS-NAMORADOS, A TODOS OS AMIGOS QUE LEIAM ESTA MENSAGEM.

 

PARA ILUSTRAR ESTE DESEJO JUNTO ALGUMAS FOTOS DE LINDOS E AMOROSOS GATINHOS, ESPERANDO QUE GOSTEM TANTO COMO EU.

 

FAÇAM O FAVOR DE SEREM MUITO FELIZES. BEIJINHOS CARINHOSOS.

 

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sinto-me: SOZINHA
música: ABBA

publicado por conceicaoconde às 23:30
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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

QUEM SOU EU?

 

Preciso encontrar-me,
Porque por vezes não sei quem sou,
O que faço ou o que falo.
Sinto-me vazia, sem o meu eu,
Não sei de onde venho,
Nem para onde vou.
Os meus passos estão perdidos,
Não encontram um caminho.
Estou errada nesta estrada sem fim,
Tudo me parece distante, ausente,
Incessantemente decadente.
Dantes tinha brilho nos olhos,
Mas agora as luzes estão apagadas.
Não tenho medo do escuro, habituei-me a ele,
Companheiro de longas horas.
As fortalezas também caem,
As pontes também desabam,
Os muros reconstroem-se...
Mas se eu partir não volto mais!

sinto-me: Triste e muito só
música: TV
tags:

publicado por conceicaoconde às 18:45
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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

TOADA DE PORTALEGRE - POEMA DE JOSÉ RÉGIO

 

 

TOADA DE PORTALEGRE
 
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Morei numa casa velha,
À qual quis como se fora
Feita para eu Morar nela...

Cheia dos maus e bons cheiros
Das casas que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
- Quis-lhe bem como se fora
Tão feita ao gosto de outrora
Como as do meu aconchego.

Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De montes e de oliveiras
Ao vento suão queimada
( Lá vem o vento suão!,
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
Na trave de algum desvão...)
Em Portalegre, dizia,
Cidade onde então sofria
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem fôr,
Na tal casa tosca e bela
À qual quis como se fora
Feita para eu morar nela,
Tinha, então,
Por única diversão,
Uma pequena varanda
Diante de uma janela

Toda aberta ao sol que abrasa,
Ao frio que tosse e gela
E ao vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda
Derredor da minha casa,
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos e sobreiros
Era uma bela varanda,
Naquela bela janela!

Serras deitadas nas nuvens,
Vagas e azuis da distância,
Azuis, cinzentas, lilases,
Já roxas quando mais perto,
Campos verdes e Amarelos,
Salpicados de Oliveiras,
E que o frio, ao vir, despia,
Rasava, unia
Num mesmo ar de deserto
Ou de longínquas geleiras,
Céus que lá em cima, estrelados,
Boiando em lua, ou fechados
Nos seus turbilhões de trevas,
Pareciam engolir-me
Quando, fitando-os suspenso
Daquele silêncio imenso,
Sentia o chão a fugir-me,
- Se abriam diante dela
Daquela
Bela
Varanda
Daquela
Minha
Janela,
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Na casa em que morei, velha,
Cheia dos maus e bons cheiros
Das casas que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
À qual quis como se fora
Tão feita ao gosto de outrora
Como as do meu aconchego...

Ora agora,
?Que havia o vento suão
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
Dói nos peitos sufocados,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
Na trave de algum desvão,
Que havia o vento suão
De se lembrar de fazer?

Em Portalegre, dizia,
Cidade onde então sofria
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for,
?Que havia o vento suão
De fazer,
Senão trazer
Àquela
Minha
Varanda
Daquela
Minha
Janela,
O documento maior
De que Deus
É protector
Dos seus
Que mais faz sofrer?

Lá num craveiro, que eu tinha,
Onde uma cepa cansada
Mal dava cravos sem vida,
Poisou qualquer sementinha
Que o vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda,
Achara no ar perdida,
Errando entre terra e céus...,
E, louvado seja Deus!,
Eis que uma folha miudinha
Rompeu, cresceu, recortada,
Furando a cepa cansada
Que dava cravos sem vida
Naquela
Bela
Varanda
Daquela
Minha
Janela
Da tal casa tosca e bela
Á qual quis como se fora
Feita para eu morar nela...

Como é que o vento suão
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
Dói nos peitos sufocados,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
Na trave de algum desvão,
Me trouxe a mim que, dizia,
Em Portalegre sofria
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for,
Me trouxe a mim essa esmola,
Esse pedido de paz
Dum Deus que fere ... e consola
Com o próprio mal que faz?

Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for
Me davam então tal vida
Em Portalegre; cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros,
Me davam então tal vida

- Não vivida!, sim morrida
No tédio e no desespero,
No espanto e na solidão,
Que a corda dos derradeiros
Desejos dos desgraçados
Por noites do tal suão
Já varias vezes tentara
Meus dedos verdes suados...

Senão quando o amor de Deus
Ao vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda,
Confia uma sementinha
Perdida entre terra e céus,
E o vento a trás à varanda
Daquela
Minha
Janela
Da tal casa tôsca e bela
À qual quis como se fôra
Feita para eu morar nela!

Lá no craveiro que eu tinha,
Onde uma cepa cansada
Mal dava cravos sem vida,
Nasceu essa acàciazinha
Que depois foi transplantada
E cresceu; dom do meu Deus!,
Aos pés lá da estranha casa
Do largo do cemitério,
Frente aos ciprestes que em frente
Mostram os céus,
Como dedos apontados
De gigantes enterrados...
Quem desespera dos homens,
Se a alma lhe não secou,
A tudo transfere a esperança
Que a humanidade frustrou:
E é capaz de amar as plantas,
De esperar nos animais,
De humanizar coisas brutas,
E ter criancices tais,
Tais e tantas!
Que será bom ter pudor
De as contar seja a quem for!

O amor, a amizade, e quantos
Mais sonhos de oiro eu sonhara,
Bens deste mundo! que o mundo
Me levara,
De tal maneira me tinham,
Ao fugir-me, Deixando só, nulo, vácuos, A mim que tanto esperava
Ser fiel,
E forte,
E firme,
Que não era mais que morte
A vida que então vivia,
Auto-cadáver...

E era então que sucedia
Que em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Aos pés lá da casa velha
Cheia dos maus e bons cheiros
Das casa que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos,
- A minha acácia crescia.

Vento suão! obrigado...
Pela doce companhia
Que em teu hálito empestado
Sem eu sonhar, me chegara!

E a cada raminho novo
Que a tenra acácia deitava,
Será loucura!..., mas era
Uma alegria
Na longa e negra apatia
Daquela miséria extrema
Em que vivia,
E vivera,
Como se fizera um poema,
Ou se um filho me nascera.
 
 

NOTA FINAL:

 

JOSÉ RÉGIO foi meu professor de Português no primeiro ano do Liceu, em Portalegre, e ainda recordo a visita a sua casa, com outros colegas, a fim de sabermos da sua saúde pois tinha contraído uma grave gripe.

 

Recordo-me ainda de o ver no Café Alentejano e, várias vezes, na Papelaria Silvino, cujo dono viria a ser meu sogro, onde passava largas horas lendo os livros que desejava ou simplesmente desfolhando os mais recentes, por curiosidade.

 

Nesta poesia à minha terra natal, imortaliza, para mim, todos os que ali nasceram, viveram e que partiram.... e já são muitos.

 

Hoje sinto-me nostálgica e com imensas saudades desses tempos e dos amigos e entes queridos que tinha em Portalegre.

 

Dizem que "recordar é viver" e assim, vou vivendo....

 

*** Recordações da SÃO CALDEIRA, como então era conhecida***

 

 

sinto-me: Nostálgica
música: Nenhuma

publicado por conceicaoconde às 15:29
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Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

BOM DIA AMIGOS! OBRIGADA POR EXISTIREM.

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sinto-me: Triste e muito só
música: Nenhuma
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publicado por conceicaoconde às 11:28
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Segunda-feira, 3 de Março de 2008

PARA TI QUE ÉS UM(A) VERDADEIRO(A) AMIGO(A)

SER AMIGO(A) DE VERDADE

Encontrar amigos verdadeiros é cada vez mais difícil.

Talvez por isso tenha hoje muitos "amigos virtuais" com quem troco mensagens e que me ajudam a enfrentar a estrada da vida.

Se estás a ler este Post e és um desses amigos, as imagens que vais ver a seguir foram compostas por mim, especialmente para ti.

Espero que gostes. Beijos no coração.

 

sinto-me: Com fome
música: Fame

publicado por conceicaoconde às 17:17
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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008

Verdi - Traviata - Choeur Bohémiens

Verdi - Traviata - Choeur Bohémiens

Uma forma interessante de apresentação....

 


Verdi - Traviata - Choeur Bohémiens
Colocado por Quarouble
sinto-me: assim...assim....
música: Verdi

publicado por conceicaoconde às 16:17
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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

A FORÇA DE UM ABRAÇO...

Recados Para Orkut - RecadosOnline.com


sinto-me: Triste
música: TV
tags:

publicado por conceicaoconde às 10:04
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Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

SAPO AMIGO


sinto-me: A descontrair
música: You got a friend in me

publicado por conceicaoconde às 15:30
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O SAPINHO CANTOR



sinto-me: Muito só
música: Nenhuma

publicado por conceicaoconde às 15:07
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COISAS PARA FAZER / INTENÇÕES

Recados Para Orkut - RecadosOnline.com

sinto-me: Muito só
música: Nenhuma

publicado por conceicaoconde às 14:44
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